Constelações Familiares

A constelação familiar é uma prática terapêutica que busca resolver conflitos familiares que atravessam gerações.

Num primeiro olhar, a técnica tem conteúdos parecidos aos do psicodrama, por conta da dramatização de situações, e da psicoterapia breve, pela ação rápida.

A dinâmica pode ser feita em grupo ou individualmente.

Durante a sessão são recriadas cenas que envolvam os sentimentos e sensações que o constelado sente sobre sua família.

Nas sessões em grupo, são os voluntários e participantes que vivem essas cenas.

As 3 leis do amor e os princípios da constelação familiar

A Constelação Familiar se baseia em três conceitos conhecidos como Leis do Amor, que atuam consciente ou inconscientemente em todos os sistemas de relacionamentos.

Segundo Hellinger, o respeito a essas leis gera relações harmoniosas e felizes entre seus membros, que se tornam capazes de evoluir em toda as áreas da vida.

O infringir dessas leis, ainda que num plano inconsciente, pode gerar dores, conflitos e sofrimentos.

As Leis do Amor são:

- Lei do Pertencimento Todos os membros têm o direito de pertencer ao sistema.

Na família, isso inclui crianças abortadas (por aborto espontâneo ou provocado), bebês natimortos e parentes sobre os quais muitas pessoas não gostam de falar ou que, por algum motivo, foram excluídos.

É o caso de alcoólatras, dependentes químicos, criminosos condenados, homens e mulheres não aceitos por sua conduta ou orientação sexual e mortos de maneira trágica.

O reconhecimento do lugar impede que outro membro do sistema tenha necessidade de repetir a mesma situação que excluiu o membro anterior --isso porque se alguém é excluído, outra pessoa ocupa esse lugar. Todo mundo precisa ter uma posição no sistema e no coração da família.

- Lei da Ordem ou Hierarquia Significa a necessidade de reconhecer o lugar de um membro no lugar que lhe é devido reconhecendo a ordem de precedência dentro do sistema.

Exemplo: um pai sempre será o pai, independente de estar ou não presente.

Uma mãe sempre será a mãe, presente ou não fisicamente. Isso vale, inclusive, para adoções ou novos casamentos --o pai ou a mãe biológicos precedem os adotivos e os padrastos e madrastas.

Se a avó criou o neto por algum motivo, isso não deve impedir que a mãe tenha seu lugar no sistema.

Os filhos também têm a sua posição conforme a precedência.

Quando houve um aborto, a criança que não nasceu deve ser respeitada na ordem que lhe confere o lugar --por exemplo, antes do nascimento de um outro filho.

A Lei da Ordem também cobra pelo reconhecimento dos fatos da vida e sua importância para seguir adiante, como reconhecimento das relações anteriores para que se tenha sucesso nas relações posteriores.

Devemos ter gratidão aos que vieram antes. Com esse reconhecimento, podemos seguir fortes sem carregar nada do passado.

-Lei do Equilíbrio Em qualquer sistema de relacionamento, os membros pertencentes devem se sentir em equilíbrio para que a relação flua em harmonia.

Quando um membro se sente "maior" do que outro em importância, a relação sofre consequências e daí surgem os emaranhados.

É por isso que tantos pais de adolescentes recorrem à constelação: de acordo com os ensinamentos de Hellinger, a única relação passível de existir desequilíbrio é naquela entre pais e filhos.